Solange Malosto - Representante do Artforum Brasil IN Minas

ACESSE: http://www.cidadeartesdomundo.com.br/

Solange Malosto é associada ao núcleo de direção dos Grupos de Curadores do Artforum Mundi Planet & Artforum Brasil XXI / Direção geral: Ana Félix Garjan (French-França)

Artista Plástica, poetisa, produtora cultural.

terça-feira, 29 de maio de 2012

ANDREW ROSS SORKIN" Jornalista internacional " The New York Times" blogger www.cidadeartesdomundo.com.br

ANDREW ROSS SORKIN***

Andrew Ross Sorkin Andrew Ross Sorkin nasceu em 19 de fevereiro de 1977 em New York City, New York. Ele é um jornalista americano e autor.
Biografia e carreira:
Andrew Ross Sorkin nasceu em 1977.  Completou sua graduação em 1995 a partir de Scarsdale High School. Em 1999 onde  obteve o seu diploma de Bacharel em Ciências pela Universidade Cornell. Durante seu último ano no colégio  juntou - se  The Times como um estagiário estudante. Quando  foi a faculdade,  trabalhou para o jornal e publicado 71 artigos antes que  completasse  sua graduação.
Quando estava ajudando Stuart Elliott, O colunista publicidade tempos  começou a escrever artigos e mídia de tecnologia. Antes de ingressar na The Times vez  trabalhou para a revista Business Week em 1996. Em 1998  foi para Londres, onde e escreveu sobre negócios e tecnologia europeias para oTimes.
Em 19 se juntou The Times como fusões europeus do jornal e repórter aquisições, baseado em Londres. No ano seguinte, tornou-se fusões The Times "chefe e repórter aquisições, com base em Nova York. Ele começou seu site de notícias financeiras e e-mail boletim DealBook.
Ele escreveu cerca de 2000 artigos para o The Times, incluindo cerca de 120 de primeira página artigos e cerca de 150 colunas DealBook. Ele quebrou as notícias de fusões e aquisições mais importantes, incluindo a aquisição de Chase de JP Morgan e aquisição Hewlett-Packard da Compaq.
Andrew Sorkin  também deu a notícia da venda da IBM de seu negócio de PCs para a Lenovo, a Johnson & Johnson aquisição de US $ 25 bilhões de Guidant e lidar Symantec de US $ 13 bilhões para a Veritas Software. Ele também informou sobre a crise financeira de Wall Street, incluindo o colapso do Bear Stearns e Lehman Brothers.
O jovem Andrew Sorkin,  relatou sobre o resgate do governo dos outros grandes bancos de investimento e da AIG. também escreveu sobre a indústria automobilística americana conturbado.
Nome do nascimento: Andrew Ross SorkinNasceu em 19 de fevereiro de 1977 em New York City, New York.
Andrew Sorkin é colunista do The New York Times e ele também é o fundador e editor da DealBook, um serviço de notícias financeiras, publicado pelo The Times.
 
Informações obtidas no Google
Reportagem de Solange Malosto
Associada ao núcleo de direção dos Grupos Artforum Mundi Planet & Artforum Br XXl
Direção Geral / Ana Felix Garjan / Fr
Apresentadora do Programa " Raízes" www.programamaoamiga.com.br
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

GUILHERME FIUZA " Destaque internacuinal " Blogger ***The New York Times** O brado retumbante' site www.cidadeartesdomundo.com.br


Colaborador de 'O brado retumbante', Guilherme Fiuza fala de sua estreia como roteirista de TV

André Bernardo | André Bernardo | 27/01/2012 18h14
O autor Euclydes Marinho classificou a indicação de Guilherme Fiuza como um dos colaboradores da minissérie "O brado retumbante" como "um grande acerto". "Ao mesmo tempo em que é jornalista, tem um pé na ficção", elogiou o autor. Colunista da revista "Época", Guilherme Fiuza já é autor de quatro livros. O mais famoso deles, "Meu nome não é Johnny", vendeu mais de 50 mil exemplares e virou filme nas mãos de Mauro Lima. Na TV, ele ainda é pouco conhecido. Mas, a julgar pela repercussão favorável da minissérie "O brado retumbante", terá longa vida pela frente.
Sobre a possibilidade de continuar escrevendo para a TV, Guilherme demonstra cautela. "Tudo depende do tema", pondera. Mas adianta que, se pudesse, gostaria de levar a vida do comediante Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda, para a TV. "É um incrível personagem de ficção que existiu na vida real", diz. Mas, e Paulo Ventura, o fictício protagonista de "O brado retumbante", é inspirado em algum dos muitos presidentes que já passaram pelo Palácio do Planalto? "Junte Collor, FHC, Lula, Sarney e JK e você encontrará tudo o que Paulo Ventura não é", garante Guilherme.
André Bernardo - Como surgiu o convite para integrar a equipe de roteiristas de "O brado retumbante"?
Guilherme Fiuza - Fui convidado pelo Euclydes Marinho. Ele estava procurando um autor com visão de política e o jornalismo da Globo indicou meu nome. Ele conhecia um pouco do meu trabalho de colunista e dois de meus livros, mas não conhecia o que trata de política, "3.000 dias no bunker". Dei esse livro de presente ao Euclydes em nosso primeiro encontro, agradeci o convite, mas ressalvei que eu não era autor de TV. Ele leu o livro e me disse que era o tipo de narrativa política que ele queria.
AB - Você chegou a participar de uma das oficinas de roteiro da TV Globo?
GF - Minha oficina de roteiro foi o próprio trabalho com o Euclydes, a Denise Bandeira e o Nelson Motta, três feras que me receberam maravilhosamente bem.
AB - Este é o seu primeiro trabalho como roteirista de TV, certo? Qual teria sido a maior dificuldade que encontrou?
GF - O maior desafio não foi propriamente escrever para TV, mas trabalhar em equipe. Trabalhei anos em redação de jornal, mas, como autor, só tinha trabalhado sozinho. Estava acostumado a controlar totalmente o processo de criação, inclusive sendo meu próprio crivo. Em equipe, sua ideia pode se somar a outras, ou se misturar com outras. Você pode defendê-la, mas não pode se apegar a ela, senão você trava o processo. Tive a sorte de cair numa equipe muito madura, muito fértil e muito tranquila em relação a vaidades. E que sabe tudo de estruturação dramática, o que teria sido a maior dificuldade se eu estivesse sozinho. A outra novidade para mim foi escrever ficção, porque sempre trabalhei sobre histórias reais. Mas, como eu estava num time que joga por música, acabei ficando à vontade desde a concepção até a criação das cenas.
AB - Você acredita que a exibição de uma minissérie como "O brado retumbante" ajuda a despertar a consciência eleitoral do cidadão na hora do voto?
GF - O que estamos sentindo é que o público está bastante excitado com essa representação política realista na TV. As pessoas em geral pensam que não gostam de política, mas, no fundo, gostam. A ideia do Paulo Ventura não ter carreira partidária e virar presidente da República sem querer, o aproxima muito do cidadão comum. O telespectador está gostando desse exercício de ver o poder do ponto de vista do palácio, e acredito que isso o ajude a pensar o seu país e a sua própria responsabilidade cívica.
AB - A teledramaturgia brasileira é repleta de figuras políticas, como Odorico Paraguaçu, Sassá Mutema e Senador Caxias, entre outros. Você teria algum predileto? Por quê?
GF - Gosto muito do Jean-Pierre da novela "Que rei sou eu?", do Cassiano Gabus Mendes. Era uma paródia da Revolução Francesa com temas e personagens abrasileirados. O Jean-Pierre, vivido pelo Edson Celulari, encarnava o líder com senso de justiça e coragem. Era um personagem sério cercado por vilões cômicos, o que funcionou muito bem.  Talvez o Paulo Ventura tenha um pouco desse revolucionário, embora não tenhamos pensado nele, até por ser uma trama de capa e espada, muito distante do realismo em que trabalhamos. Adoro o Odorico Paraguaçu do Dias Gomes, que é o anti-Paulo Ventura, no sentido de ser a caricatura do político sem nenhum espírito público. Acho que o Odorico está um pouco no Seu Creysson, personagem do "Casseta & Planeta" interpretado pelo Claudio Manoel, que radicaliza a crítica sobre a ignorância da sociedade como combustível político para os hipócritas.


André Bernardo | André Bernardo | 27/01/2012 18h14

Reportagem de Solange Malosto
Apresentadora do programa de Arte & Cultura " RAÍZES" Via WEB site www.programamaoamiga.com.br
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Guilherme Fiuza " Destaque internacional " Blogger The New York Times site www.cidadeartesdomundo.com.br


Nasce o Feminismo de Resultados - by Guilherme Fiúza

Por incrível coincidência, tive a chance de ler o artigo do jornalista Guilherme Fiúza, com o título deste "post", a respeito do Dia Internacional da Mulher, em que o autor do livro "Meu nome não é Johnny" (para quem ainda não viu o filme, baseado no livro dele, recomendo vivamente)destila o mais fino sarcasmo e doses maciças de ironia para nos deleitar com sua inteligência e senso crítico! I.M.P.A.G.Á.V.E.L. : dá pra virar bola no chão e rolar de tanto rir...como pretendia justamente escrever sobre o mesmo assunto, expressando opinião similar, certamente com muito menos talento e "verve", trato de reproduzir gostosamente e na íntegra o artigo citado!!!!




"O Dia Internacional da Mulher, data mais machista do calendário mundial, ganhou neste ano contornos especiais no Brasil. Como se sabe, 08 de Março é o dia em que a mulher é tratada como classe – na homenagem mais constrangedora que se poderia conceber. É o “dia delas”, exaltam os festejos paternalistas, reduzindo todas as pessoas do sexo feminino a uma categoria. Mas, como esse tipo de bondade sempre pode piorar, a criatividade populista em torno da “presidenta” está produzindo um mês da mulher como nunca se viu antes – pelo menos em termos de maquiagem progressista.
Dilma Roussef foi homenageada com uma sessão no Congresso Nacional. Lá, o Dia da Mulher caiu na terça-feira 13. Coincidentemente, o mesmo dia marcado para o Ministro da Fazenda dar explicações sobre o escândalo da Casa da Moeda, no mesmoCongresso Nacional. Foi emocionante ver Guido Mantega protegido pelo feminismo. Não se via um disfarce feminino tão eficiente desde a fuga de Brizola para o Uruguai, vestido de mulher, conforme a lenda da ditadura.
José Sarney também deu seu brado feminista. Às voltas com mais uma denúncia de privatização do Estado por sua Grande Família, o presidente do Senado voltou suas energias para o Dia Internacional da Mulher. Em discurso emocionado, elogiou o “caráter de mulher” de Dilma Roussef. Só um homem realmente sensível saberia identificar uma mulher com “caráter de mulher”.
Na sessão solene, vários políticos tiveram a oportunidade de parabenizar Dilma por ela ser mulher. É um mérito e tanto!. É preciso muito talento gerencial para juntar, naquela escuridão danada, os cromossomos X – sem deixar que um Y venha estragar tudo, dando origem a um ser com barba, gravata e nenhum Dia Internacional de bajulação. Parabéns Dilma! Esse gesto nobre se espalha pelo mundo a cada 08 de março, congratulando esposas, amantes, secretárias, ministras e especialmente mães, que, se não fossem mulheres, não dariam a ninguém a chance de nascer (o que provocaria uma onda de desemprego entre os obstetras).
Esse galanteio genérico da sociedade para com o sexo feminino não é o que há de mais estranho na modernidade. O mais estranho é boa parte das mulheres aceitar essa esmola moral, entrando felizes no curralzinho VIP do mês de março – o “seu”mês! – com pulseirinha de identificação e tudo. Talvez Luz Del Fuego precisasse nascer de novo para mandar José Sarney ir procurar o “caráter de mulher “ no seu mausoléu em São Luís, no Maranhão, de preferência na próxima encarnação. Ou, quem sabe, uma Junta Celestial reunindo Zilda Arns, Ruth Cardoso e Leila Diniz pudesse fulminar com um raio esse feminismo de elevador – se possível esclarecendo que símbolos femininos não nascem em laboratório sindical.
Em pronunciamente oficial na TV, Dilma Roussef declarou que sua eleição foi marcante para a afirmação das mulheres no Brasil. Mais marcante que isso, só a viúva profissional, Cristina Kirchner, usando sua condição de vítima do destino para violentar a liberdade de imprensa. Ouçam os cromossomos XX de Dilma falando à nação no dia 08 de março: “A mulher é uma pessoa dedicada e trabalhadora”. Sotaque estranho. Quem reduz a mulher a “uma pessoa” talvez a esteja confundindo com “uma coisa”- uma coisa útil que serve para embelezar discursos. Em lugar da mulher-objeto sexual, a mulher-objeto demagógico.
No mesmo discurso, a presidente lançou uma ameaça velada aos homens: eles ficarão em dívida com a sociedade se não olharem as mulheres com igualdade. Depois, na abertura da sessão pelo Dia Internacional da Mulher, o Presidente da Câmara dos Deputados,Marco Maia, companheiro de Dilma, defendeu a criação de uma cota feminina no Congresso Nacional. Talvez seja o nascimento do feminismo de resltados, onde a mulher é uma pessoa cujo valor se mede pela aritmética. Considerando que a Presidência da República foi conquistada para as mulheres por um homem, a lógica está perfeita.
O Brasil assiste orgulhoso a essa espécie de corporativismo feminista, em que a nomeação de mulheres para os altos escalões do governo é um bem em si mesmo, não importando quem sejam as portadoras dos cromossomos XX. Se o parâmetro de igualdade não for a saudosa companheira Erenice, nem tudo estará perdido."
*** Guilherme Fiúza é jornalista. Publicou os livros “Meu nome não é Johnny”, que deu origem ao filme, “3000 dias no bunker” e “Amazônia, 20 andar” ; publicado na edição n. 722 de Época, de 19/03/2012, pag. 16.

FESTIVAL DE CANNES 2012 ***ESTADÃO.COM.BR**INTERNACIONAL


Divulgação

Sessões concorridíssimas, filmes vaiados - e outros aplaudidos -, coletivas de imprensa polêmicas e muitas estrelas. Chegou a hora do mais badalado festival de cinema do mundo: a 65ª edição de Cannes.
Este ano, os brasileiros ganham um motivo a mais para curtirem o evento: Walter Salles volta ao tapete vermelho com Na Estrada, longa estrelado por Kristen Stewart e Kirsten Dunst. Outras produções nacionais também estarão na Croisette.
Salles, entretanto, terá, pela frente, grandes diretores autorais na competição oficial, como David Cronenberg, Abbas Kiarostami, Alain Resnais, Ken Loach e Michael Haneke.
Diariamente, o crítico Luiz Carlos Merten, para o Caderno 2, e a repórter Flávia Guerra, pelo portal do Estadão, trarão tudo sobre os filmes e bastidores do tapete vermelho mais desejado das próximas duas semanas. E você encontrará tudo aqui, em nossa página especial de Cannes.
Matéria do jornal  ***ESTADÃO.COM.BR / Internacional
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Especialistas comentam a longevidade de Shakespeare


O dramaturgo William Shakespeare - Reprodução
Reprodução
O dramaturgo William Shakespeare
Na Inglaterra, tornou-se tradição encenar anualmente todas as 39 peças de William Shakespeare (1564-1616) - mais que respeito, homenagem a uma das principais obras dramatúrgicas de todos os tempos. O desafio agora chega ao Brasil, pelas mãos do produtor Alexandre Brazil: a partir de outubro, quando estrear Ricardo III no Teatro Sérgio Cardoso, sob a direção de Marco Antônio Rodrigues, começa o Projeto 39, que ambiciona montar, em dez anos, todos os 39 textos do bardo, desde a primeira,Henrique VI (de 1590) até a última, A Tempestade (1611).
“Fixaremos a galeria de mais de 800 personagens shakespearianos para o prazer do público”, acredita Brazil, que já conseguiu alinhavar os primeiros diretores para o projeto. E também atores: Leonardo Brício será o protagonista de Ricardo III. O desafio, que conta também com supervisão de produção de Erike Busoni, já recebeu apoios importantes, como o da crítica, tradutora e pesquisadora Bárbara Heliodora.
“A proposta é, no mínimo, um desafio dos maiores que se possa enfrentar no teatro”, afirma ela. “Por outro lado, existe a vantagem de garantir a seus realizadores que, ao menos por uma década, jamais ficarão entediados, pois a variedade de temas e gêneros abrangida pela obra dramática de Shakespeare é tão grande que só surpreende que ela tenha sido realizada por um só homem.”
A ideia surgiu quando Alexandre Brazil montou, no ano passado, justamente a última peça escrita por Shakespeare, A Tempestade. A produção começou no espaço administrado pelo Movimento Artístico para Transformação Integrado pela Liberdade, Direitos e Entretenimento, o Matilde, em São Caetano do Sul. Lá, enquanto um grupo de 80 pessoas participava da criação da peça, fermentava-se a ideia arrojada de se montar a obra completa do autor inglês. Formatado o projeto, o grupo começou a convidar outros artistas. “A expectativa é a participação de centenas de profissionais entre diretores, atores, criadores, produtores e técnicos”, acredita Busoni.
O proveito para o teatro nacional será incalculável, avalia Bárbara Heliodora. “Shakespeare passou a vida tendo um grande caso de amor com a humanidade, e disso nasceu a maior força de uma dramaturgia épica.”
Primeiras peças:
Ricardo III, por Marco Antônio Rodrigues, estreia em outubro de 2012
Romeu e Julieta, por Vladimir Capella, em 2013
Troilo & Créssida, por André Garolli, em 2013
As Alegres Comadres de Windsor, por Cacá Rosset, chega em 2014
Timon de Atenas, por Aderbal Freire-Filho, em 2014


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

FAMÍLIA SANGLARD***Destaque internacional no Blogger ***The New YORK Times**2012








Foto de descendente da família Sanglard * Cláudia Sanglard** pianista ( Conservatório Brasileiro de música de Mrim )
A História

Como Começou
A tradição local não indica com segurança os nomes dos primeiros brancos a pisarem na região. Guarda contudo o nome das primeiras famílias que se firmaram. Devido a grande fertilidade de seu solo, atraiu a vinda de colonos, basicamente alemães, suíços, oriundos de Nova Friburgo RJ. Sendo a família Sanglard pioneira chegando em 1862.

No local onde se estende a urbe, fixou-se logo depois a família Eller, e posteriormente outras entre as quais destacamos por ordem de chegada: Heringer, Emerick, Werner, Knupp, Gripp, Sathler. A família Faria se liga à Eller, pelos laços sanguíneos.
Os irmãos Sanglard aqui se estabeleceram como verdadeiros bandeirantes. Dedicaram-se desde logo ao cultivo da terra, usando instrumentos de na época podiam lançar mão, com a mais rudimentar técnica possível, no afã de conseguirem tão logo que pudessem a independência econômica.

De 1900 a 1930, Alto Jequitibá recebeu inúmeras famílias que vieram dar sua parcela de contribuição, dando um colorido majestoso a esta região com um povo que tem verdadeira história.
A terra adquirida pelos colonos que eram agricultores e que já possuíam recursos para o desmatamento nos arredores do pequeno povoado de Alto Jequitibá, era fértil e a água excelente. Construíram-se os primeiros ranchos e fizeram do plantio de café sua principal lavoura. Cuidaram também da cultura auxiliar: Milho, arroz, feijão, cana, mandioca, frutas e legumes. Trouxeram o gado e iniciaram indústrias pequenas e rudimentares, aproveitando o milho, a cana e a mandioca.
Dizem que nessa região, havia dois pousos de tropas. Próximo a um deles havia um Jequitibá, famoso pela altura e não menos invejável de diâmetro.
Passando por estes rincões rumo as suas estâncias, quando alguém perguntou aos nossos incansáveis tropeiros onde iriam pousar, respondiam: Nós vamos para o rancho de "Alto Jequitibá", daí o nome Alto Jequitibá.

Há contudo, outras versões, segundo uma das quais o nome provém do fato de haver caído sobre o rio nas imediações de Reduto, um enorme Jequitibá, pelo qual os primitivos trafegantes conseguiam passagem para a outra margem.
Outra versão é confirmada afirmando-se que o tronco estendido sobre o rio, estava exatamente no local nas redondezas da atual sede do Município.
Luz Elétrica 
A primeira usina elétrica para iluminar Manhuaçu, Reduto, Manhumirim e Alto Jequitibá foi construída na Cachoeira dos Gama. Feito o contrato com os proprietários dos terrenos, iniciou-se a construção. Levaram cerca da dez anos, entre os estudos, contratos, importação de maquinário, realização e inauguração da obra em 1947, primeiramente em Manhuaçu e depois em Manhumirim e Alto Jequitibá.

O Rio Jequitibá 
No grande vale, que começa na serra da Vargem Grande, o distrito Padre Júlio Maria, se prolonga até ao rio Manhuaçu, corre um rio, que o povo começou a chamar de Jequitibá, por causa da abundância de Jequitibás que aí havia. É o principal curso de água que vai recebendo vários afluentes até à sua foz do Manhuaçu.

Vila de Alto Jequitibá
Vila de Alto Jequitibá, como chamava nosso município, era distrito de Manhumirim e se emancipou no ano de 1953, quando o Intendente José Vilela veio para organizar a Prefeitura. Ocorreu a primeira eleição em 1954 e Antenor Gripp o primeiro Prefeito seguido de dois mandatos. A Prefeitura situava na Rua Osório Werner, conhecida como Ruazinha ou Rua do Colégio, e Senhor Antenor deu seguimento à compra de um terreno e construção da nova sede na Avenida Catarina Eller. Passado alguns anos foram feitas várias reformas, e mudança da Câmara Municipal para o andar superior da Prefeitura, onde até o dia de hoje está Paço Municipal e Câmara Municipal.

obs. Durante esse período, a Cidade recebeu também o nome de Presidente Soares e posteriormente voltou com o nome de origem.


Ana Felix Garjan _________ Direção Geral dos Grupos Artforum Mundi Planet & Artforum Br XXl / Fr 
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Reportagem de Solange Malosto - Apresentadora do programa Raízes pela Tv afiliada à Rede Minas

quarta-feira, 23 de maio de 2012

EDUARDO TESSLER" Jornalista de destaque internacional***The New York times**


Tempos de convergência

Eduardo Tessler
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Descendente de imigrantes leste-europeus, Eduardo Russovski Tessler teve que enfrentar a família para seguir sua vocação, o Jornalismo. Desde muito cedo, ele sabia que não queria “seguir uma profissão normal”, como as de seu pai, Abraão, médico, e de sua mãe, Lília (falecida há dois anos), agente de turismo. Ainda no colégio – ele estudou no Israelita – foi colega de Serginho Sirotsky, filho de Jaime, e ambos integraram o grêmio estudantil. “Começamos a fazer um jornalzinho bem legal, com papel-jornal, feito na Zero Hora. Isso me entusiasmou”, lembra. Outra influência foi seu tio-avô, o crítico literário Maurício Rosemblatt. “É uma figura conhecida por aqui, o cara que inventou a Feira do Livro. Íamos na casa do velho Maurício e não víamos paredes nem corredores, só livros. Isso me levou um pouco para esse lado, tanto é que dediquei a minha monografia para ele e para o meu avô, que foram as pessoas que me ajudaram”, conta.

As brigas se agravaram quando chegou a hora do vestibular. Eduardo prestou para Jornalismo na PUC e para Engenharia Química na Ufrgs. Passou nos dois, mas optou por se matricular apenas no curso de Comunicação Social, já que só prestara o outro exame por obrigação: “Era para o meu pai poder dizer aos amigos ‘meu filho passou em Engenharia’”, admite. “Ele ficou completamente atrapalhado por eu não querer estudar na Ufrgs”.

Para compensar, no ano seguinte, fez vestibular para História, na Federal, e cursou por dois anos, paralelo ao Jornalismo. “Fiz só as cadeiras que eu queria. Achava – e ainda acho – que a faculdade tem muita ‘matação’, a gente não aprende nada. Na História, pude aprender algumas técnicas de pesquisa, coisas que eu achava importante saber”, explica. Ainda assim, foi na faculdade que teve suas primeiras experiências como repórter e editor. Fez a edição do jornal Experiência por dois semestres e também começou uma carreira como cineasta, com um de seus filmes em Super-8 sendo indicado para o Festival de Gramado.

Buscando seu Kikito

Fora do mundo acadêmico, atuou como free-lancer da Ano Econômico, extinta publicação da RBS, onde descobriu que o grupo estava lançando um jornal em Santa Catarina. Se formou em 5 de janeiro de 1986, viajou para Florianópolis no dia 6 e no dia seguinte estava contratado no Diário Catarinense, na Economia. “O lançamento do jornal era sempre adiado e nesse meio-tempo teria o Festival de Gramado, com o meu curta ‘Lar Desfeito’, concorrendo”, recorda. Eduardo pediu folga para seu editor, Mário Xavier, que não permitiu. “Não sabia o que fazer, desesperado, desafiei o cara e vim. Ganhei o Kikito de Melhor Filme. Era diretor, roteirista e ainda fazia uma ponta como ator no filme. Quando eu voltei, ele não quis nem falar comigo, porque eu o desrespeitei e ainda por cima ganhei o prêmio”, diverte-se.

No entanto, quando o Diário chegou às ruas, o repórter estava trabalhando ali, na editoria de Geral, graças à intervenção do amigo Emanuel Mattos. Durante a Copa do Mundo, foi transferido para o Esporte, onde ficou por um ano, como subeditor. Em agosto de 1987, após um desentendimento com o editor Armando Burd, deixou o Diário Catarinense.

Sem trabalho em Santa Catarina e sem querer voltar a Porto Alegre, Eduardo foi para São Paulo, onde conseguiu um frila nos fechamentos do Jornal da Tarde. Em seguida, foi convidado para editar a Placar: “Foi superlegal, eu era muito novo e comecei a fazer texto final para revista. Isso me deu uma baita cancha”, comenta. Um mês depois, recebeu o convite da IstoÉ para ser subeditor de São Paulo. Com 23 anos, estava emocionado com a possibilidade de atuar numa das maiores revistas do país.

O sonho durou pouco. A publicação foi vendida para a Senhor e toda a equipe foi demitida. “Eu estava me achando o máximo e de repente não tinha mais nada”, lamenta. A fase de desemprego acabou quando Tonico Duarte assumiu a editoria de Esporte no Estadão e o convidou para ser seu sub. Em meados de 1988, Eduardo determinou-se a sair do Brasil, a aventura era seu projeto de vida e, além do mais, sua então namorada vivia em Porto Alegre e não queria mudar-se para São Paulo e vice-versa. “A solução era morar fora”, concluiu.

Pelo mundo afora

Candidatou-se a qualquer vaga para correspondente internacional da Agência Estado e surgiu uma oportunidade em Lisboa. Ele e a namorada embarcaram para Portugal, onde viveram por uns 10 meses. Com a Copa do Mundo de 1990 se aproximando, Eduardo recebeu uma proposta de O Globo para fazer cobertura de futebol na Itália, seria por um ano, mas o contrato acabou se estendendo por cinco. “Foi ótimo, fiquei lá, ganhando bem, viajando o mundo inteiro. Cobri Leste Europeu, Berlim, Oriente Médio...”, relembra. Além do jornal, também fazia produção para a TV.

Em 1994, O Globo o chamou de volta a São Paulo para editar Internacional. Foi quando descobriu que a mulher estava grávida. Ela preferiu ter o filho, Gustavo, em Roma e, assim, o jornalista cumpriu seu contrato até o fim. Para continuar na Itália conseguiu um emprego na Editora Abril e escrevia matérias para Veja, Placar, Capricho, revista de fofocas, até retornar para o Brasil, no meados de 95, para assumir a editoria de Comportamento de Veja.

Broncas

Não chegou a entrar na revista, logo se desentendeu com o editor-executivo Mário Sabino. Eduardo participou então da criação de uma nova revista da Abril, a Viagem & Turismo, mas sua mulher não estava satisfeita em São Paulo e, ao saber que estava novamente grávida – de Victor –, decidiu voltar para Porto Alegre. O jornalista ficou mais três meses na capital paulista, até o lançamento da publicação, e então voltou também ao Rio Grande do Sul, para atuar como editor-executivo de Zero Hora, cargo que ocupou por quatro anos. “Tive muita bronca na Zero Hora, tenho uma visão de jornal completamente diferente da deles. Não concordei com algumas mudanças e era uma peça incômoda lá dentro”, critica. Eduardo garante que só assina a Folha de S. Paulo, aos domingos, e só lê os jornais da Capital quando visita o pai, uma vez por semana. “Da Zero, só leio os classificados”, afirma. Apesar dos atritos, ganhou inúmeros prêmios jornalísticos por suas matérias publicadas em Zero Hora, como os do Citibank, da Icatu e da Bovespa.

Em 1999, brigava não só com o jornal, mas com sua mulher, que logo se tornaria ex. Então, resolveu ir a São Paulo cursar o Master de Jornalismo, onde conheceu o professor Carlos Sorer, com quem teve grande afinidade. Sorer é o presidente da Innovation Consulting Group, empresa na qual Tessler trabalha atualmente. De volta à Capital, a RBS passava por um processo de transformação, havia contratado uma consultoria para traçar um projeto estratégico e ele foi designado para ser o representante das redações nesse estudo.

Um dos frutos desse projeto foi o surgimento do ClicRBS, do qual foi gerente de conteúdo até setembro de 2001, quando foi demitido. “Saí da empresa, mas saí bem, é coisa de empresa, mesmo, estamos sujeitos a isso”, garante. Então, foi crescendo a aproximação com a Innovation, para a qual já havia realizado um trabalho como observador, em 99, na Venezuela, e um projeto, em 2000, no México. A partir dali, viajou para muitos lugares diferentes, como a República Dominicana, a Ucrânia e a Grécia, por exemplo.

Interatividade e convergência

“Hoje, sou especialista em interatividade e convergência, em ações realmente multimídia, o que não existe no Brasil. Existem empresas que têm muitas mídias e a Globo se aproxima do modelo como bi-mídia: o jornal com a internet. A RBS é empresa de muitas mídias segmentadas, mas não tem nenhuma ação convergente. Normalmente, o que se considera convergência no Brasil é só economia de dinheiro, quando uma pessoa só faz várias coisas, mas essa pessoa não está fazendo conteúdos complementares entre as mídias. As coberturas começam e terminam na mesma mídia, não há links nem complementaridade entre as elas”, diz Eduardo, explicando a diferença entre ser multimídia e ter muitas mídias.

Ele tem se dedicado basicamente a essa área e viaja o mundo em função disso. Mesmo quando está em casa, está ligado à Innovation, graças à tecnologia da internet. Além dos trabalhos de consultoria, Eduardo segue fazendo reportagens como free-lancer, para não perder a veia jornalística. Recentemente, escreveu para a Brasileiros, revista de Ricardo Kotsho a ser lançada em breve. “Repórter, a gente nunca deixa de ser”, alerta. O jornalista também tem feito muitas palestras sobre interatividade e convergência.
" A vida só é dígna de ser vivida quando se tem um ideal a colimar" ( Solange Malosto)

PAUL KRUGMAN***Colunista do jornal The New York Times*** Destaque internacional**


Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia em 2008, é colunista do jornal The New York Times. Este espaço seleciona e traduz textos de Krugman originalmente publicados em seu blog do NYT.
Biografia:
Paul Krugman é colunista do jornal The New York Times desde 1999, mantendo sua atividade de economia e relações internacionais na Universidade Princeton.
Bacharel pela Universidade Yale em 1974 e PhD pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) em 1977, ele já lecionou nessas duas instituições e também na Universidade de Stanford.
Krugman é autor ou editor de 20 livros e mais de 200 estudos em  periódicos especializados e obras publicadas. É conhecido principalmente por seus trabalhos sobre comércio e finanças, sendo um dos fundadores da “nova teoria do comércio”, uma releitura da teoria do comércio internacional.
Atualmente, a pesquisa acadêmica de Krugman é focada em crises cambiais e econômicas.  Ao mesmo tempo, Krugman escreveu extensivamente para um público mais amplo. Alguns de seus artigos recentes sobre economia, originalmente publicados nos periódicos Foreign AffairsHarvard Business ReviewScientific American, entre outros, foram novamente impressos nos livros “Internacionalismo Pop” e “The Accidental Theorist”.
No Brasil, publicou  “Princípios de Economia” e “A crise de 2008 e a economia da depressão”, entre outros.
" As prodigiosas realizações é que são verdadeiras concretizações de sonhos" ( Solange Malosto)

Solange Malosto - Representante Oficial Artforum Br IN MINAS
Associada ao núcleo de direção dos Grupos  Artforum Mundi Planet & Artforum Br XXl / Direção
 Geral, Ana Felix Garjan / Fr
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--Apresentadora do programa de Arte & Cultura " Raízes" Tv afiliada Rede Minas e via Web


quarta-feira, 23 de maio de 2012

EDUARDO TESSLER" Jornalista de destaque internacional***The New York times**


Tempos de convergência

Eduardo Tessler
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Descendente de imigrantes leste-europeus, Eduardo Russovski Tessler teve que enfrentar a família para seguir sua vocação, o Jornalismo. Desde muito cedo, ele sabia que não queria “seguir uma profissão normal”, como as de seu pai, Abraão, médico, e de sua mãe, Lília (falecida há dois anos), agente de turismo. Ainda no colégio – ele estudou no Israelita – foi colega de Serginho Sirotsky, filho de Jaime, e ambos integraram o grêmio estudantil. “Começamos a fazer um jornalzinho bem legal, com papel-jornal, feito na Zero Hora. Isso me entusiasmou”, lembra. Outra influência foi seu tio-avô, o crítico literário Maurício Rosemblatt. “É uma figura conhecida por aqui, o cara que inventou a Feira do Livro. Íamos na casa do velho Maurício e não víamos paredes nem corredores, só livros. Isso me levou um pouco para esse lado, tanto é que dediquei a minha monografia para ele e para o meu avô, que foram as pessoas que me ajudaram”, conta.

As brigas se agravaram quando chegou a hora do vestibular. Eduardo prestou para Jornalismo na PUC e para Engenharia Química na Ufrgs. Passou nos dois, mas optou por se matricular apenas no curso de Comunicação Social, já que só prestara o outro exame por obrigação: “Era para o meu pai poder dizer aos amigos ‘meu filho passou em Engenharia’”, admite. “Ele ficou completamente atrapalhado por eu não querer estudar na Ufrgs”.

Para compensar, no ano seguinte, fez vestibular para História, na Federal, e cursou por dois anos, paralelo ao Jornalismo. “Fiz só as cadeiras que eu queria. Achava – e ainda acho – que a faculdade tem muita ‘matação’, a gente não aprende nada. Na História, pude aprender algumas técnicas de pesquisa, coisas que eu achava importante saber”, explica. Ainda assim, foi na faculdade que teve suas primeiras experiências como repórter e editor. Fez a edição do jornal Experiência por dois semestres e também começou uma carreira como cineasta, com um de seus filmes em Super-8 sendo indicado para o Festival de Gramado.

Buscando seu Kikito

Fora do mundo acadêmico, atuou como free-lancer da Ano Econômico, extinta publicação da RBS, onde descobriu que o grupo estava lançando um jornal em Santa Catarina. Se formou em 5 de janeiro de 1986, viajou para Florianópolis no dia 6 e no dia seguinte estava contratado no Diário Catarinense, na Economia. “O lançamento do jornal era sempre adiado e nesse meio-tempo teria o Festival de Gramado, com o meu curta ‘Lar Desfeito’, concorrendo”, recorda. Eduardo pediu folga para seu editor, Mário Xavier, que não permitiu. “Não sabia o que fazer, desesperado, desafiei o cara e vim. Ganhei o Kikito de Melhor Filme. Era diretor, roteirista e ainda fazia uma ponta como ator no filme. Quando eu voltei, ele não quis nem falar comigo, porque eu o desrespeitei e ainda por cima ganhei o prêmio”, diverte-se.

No entanto, quando o Diário chegou às ruas, o repórter estava trabalhando ali, na editoria de Geral, graças à intervenção do amigo Emanuel Mattos. Durante a Copa do Mundo, foi transferido para o Esporte, onde ficou por um ano, como subeditor. Em agosto de 1987, após um desentendimento com o editor Armando Burd, deixou o Diário Catarinense.

Sem trabalho em Santa Catarina e sem querer voltar a Porto Alegre, Eduardo foi para São Paulo, onde conseguiu um frila nos fechamentos do Jornal da Tarde. Em seguida, foi convidado para editar a Placar: “Foi superlegal, eu era muito novo e comecei a fazer texto final para revista. Isso me deu uma baita cancha”, comenta. Um mês depois, recebeu o convite da IstoÉ para ser subeditor de São Paulo. Com 23 anos, estava emocionado com a possibilidade de atuar numa das maiores revistas do país.

O sonho durou pouco. A publicação foi vendida para a Senhor e toda a equipe foi demitida. “Eu estava me achando o máximo e de repente não tinha mais nada”, lamenta. A fase de desemprego acabou quando Tonico Duarte assumiu a editoria de Esporte no Estadão e o convidou para ser seu sub. Em meados de 1988, Eduardo determinou-se a sair do Brasil, a aventura era seu projeto de vida e, além do mais, sua então namorada vivia em Porto Alegre e não queria mudar-se para São Paulo e vice-versa. “A solução era morar fora”, concluiu.

Pelo mundo afora

Candidatou-se a qualquer vaga para correspondente internacional da Agência Estado e surgiu uma oportunidade em Lisboa. Ele e a namorada embarcaram para Portugal, onde viveram por uns 10 meses. Com a Copa do Mundo de 1990 se aproximando, Eduardo recebeu uma proposta de O Globo para fazer cobertura de futebol na Itália, seria por um ano, mas o contrato acabou se estendendo por cinco. “Foi ótimo, fiquei lá, ganhando bem, viajando o mundo inteiro. Cobri Leste Europeu, Berlim, Oriente Médio...”, relembra. Além do jornal, também fazia produção para a TV.

Em 1994, O Globo o chamou de volta a São Paulo para editar Internacional. Foi quando descobriu que a mulher estava grávida. Ela preferiu ter o filho, Gustavo, em Roma e, assim, o jornalista cumpriu seu contrato até o fim. Para continuar na Itália conseguiu um emprego na Editora Abril e escrevia matérias para Veja, Placar, Capricho, revista de fofocas, até retornar para o Brasil, no meados de 95, para assumir a editoria de Comportamento de Veja.

Broncas

Não chegou a entrar na revista, logo se desentendeu com o editor-executivo Mário Sabino. Eduardo participou então da criação de uma nova revista da Abril, a Viagem & Turismo, mas sua mulher não estava satisfeita em São Paulo e, ao saber que estava novamente grávida – de Victor –, decidiu voltar para Porto Alegre. O jornalista ficou mais três meses na capital paulista, até o lançamento da publicação, e então voltou também ao Rio Grande do Sul, para atuar como editor-executivo de Zero Hora, cargo que ocupou por quatro anos. “Tive muita bronca na Zero Hora, tenho uma visão de jornal completamente diferente da deles. Não concordei com algumas mudanças e era uma peça incômoda lá dentro”, critica. Eduardo garante que só assina a Folha de S. Paulo, aos domingos, e só lê os jornais da Capital quando visita o pai, uma vez por semana. “Da Zero, só leio os classificados”, afirma. Apesar dos atritos, ganhou inúmeros prêmios jornalísticos por suas matérias publicadas em Zero Hora, como os do Citibank, da Icatu e da Bovespa.

Em 1999, brigava não só com o jornal, mas com sua mulher, que logo se tornaria ex. Então, resolveu ir a São Paulo cursar o Master de Jornalismo, onde conheceu o professor Carlos Sorer, com quem teve grande afinidade. Sorer é o presidente da Innovation Consulting Group, empresa na qual Tessler trabalha atualmente. De volta à Capital, a RBS passava por um processo de transformação, havia contratado uma consultoria para traçar um projeto estratégico e ele foi designado para ser o representante das redações nesse estudo.

Um dos frutos desse projeto foi o surgimento do ClicRBS, do qual foi gerente de conteúdo até setembro de 2001, quando foi demitido. “Saí da empresa, mas saí bem, é coisa de empresa, mesmo, estamos sujeitos a isso”, garante. Então, foi crescendo a aproximação com a Innovation, para a qual já havia realizado um trabalho como observador, em 99, na Venezuela, e um projeto, em 2000, no México. A partir dali, viajou para muitos lugares diferentes, como a República Dominicana, a Ucrânia e a Grécia, por exemplo.

Interatividade e convergência

“Hoje, sou especialista em interatividade e convergência, em ações realmente multimídia, o que não existe no Brasil. Existem empresas que têm muitas mídias e a Globo se aproxima do modelo como bi-mídia: o jornal com a internet. A RBS é empresa de muitas mídias segmentadas, mas não tem nenhuma ação convergente. Normalmente, o que se considera convergência no Brasil é só economia de dinheiro, quando uma pessoa só faz várias coisas, mas essa pessoa não está fazendo conteúdos complementares entre as mídias. As coberturas começam e terminam na mesma mídia, não há links nem complementaridade entre as elas”, diz Eduardo, explicando a diferença entre ser multimídia e ter muitas mídias.

Ele tem se dedicado basicamente a essa área e viaja o mundo em função disso. Mesmo quando está em casa, está ligado à Innovation, graças à tecnologia da internet. Além dos trabalhos de consultoria, Eduardo segue fazendo reportagens como free-lancer, para não perder a veia jornalística. Recentemente, escreveu para a Brasileiros, revista de Ricardo Kotsho a ser lançada em breve. “Repórter, a gente nunca deixa de ser”, alerta. O jornalista também tem feito muitas palestras sobre interatividade e convergência.
" A vida só é dígna de ser vivida quando se tem um ideal a colimar" ( Solange Malosto)